Aniversário
Uma fé centenária e de acolhimento a quem necessita
Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas completou cem anos de trabalho junto à comunidade
O ano de 2020 marca o centenário da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (Oase) da Comunidade São João, que professa a fé luterana. O grupo é composto por cerca de 80 senhoras, que realizam atividades sociais e também vivenciam juntas as experiências de fé dentro da comunidade. Um culto on-line celebrado este mês marcou a homenagem ao trabalho do grupo.
A Oase baseia seu trabalho no salmo 100, que diz “Celebrai com júbilo ao senhor e servi ao senhor com alegria” e tem como lema “Comunhão, testemunho e serviço”. Através destes princípios, são realizadas as atividades da Oase junto à comunidade. A ordem já organizou cultos infantis, auxilia pessoas que necessitam de medicamentos, entre outros tipos de contribuição. “A Oase é um braço estendido. As mulheres da Oase são sinônimo de serviço, onde a Igreja precisar”, contou a secretária da comunidade São João e participante do grupo, Lia Fiss. No âmbito da fé, as senhoras se reúnem para orar e escutarem suas aflições durante este tempo de pandemia.
O pastor da comunidade São João, Juliano Peter, pontua que o grupo é muito importante e que faz obras sociais que atendem às demandas de todos que integram a Igreja. “Elas fazem enxovais, bordados e sempre projetam ações sociais. Elas trazem bastante gente para a nossa comunidade. Muitas delas, são voluntárias no trabalho de serviço social da nossa Igreja e nos ajudam no acompanhamento das famílias carentes. Criaram uma raiz forte com a comunidade e de um trabalho muito bonito”, contou o pastor.
Participante da ordem há dez anos, Lia tem uma trajetória de longa data dentro da comunidade. Ela acompanhava a mãe e a vó, que também eram ativas na comunidade. A relação com a fé luterana e com a Oase é algo que passou de geração em geração na família Fiss. “Desde pequena, eu já estava na comunidade e tive esta identificação muito forte. Participo há tanto tempo que nem parecem que faz dez anos. É uma grande felicidade pra mim”, destacou Lia.
As senhoras que participam da Oase se reúnem todas às quintas-feiras. Nas reuniões presenciais, antes da Covid-19, elas organizavam ações beneficentes e trabalhos manuais, além de reflexões sobre a fé e de utilizarem o espaço para ouvirem umas às outras. Porém, com o avanço da pandemia, passaram a se encontrar virtualmente, através de vídeo-chamadas pelo WhatsApp e os atos de solidariedade precisaram ser suspensos. “Tivemos que suspender as atividades. Este ano, realizamos apenas um chá beneficente, em março, antes de começar a pandemia. No que fechou tudo, nós também procuramos nos resguardar e preservar a nossa saúde”, afirmou a participante.
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